Rogéria, uma das pioneiras do travestismo no Brasil, morre no Rio

Rogéria era atriz, cantora, maquiadora, vedete e jurada (Créditos: Reprodução)

 

O Brasil amanheceu com uma notícia triste. Rogéria, a artista que encantou o país com seu profissionalismo e coragem, morreu aos 74 anos no Rio de Janeiro.

A morte da artista foi causada por um choque séptico (resultado de uma infecção que se alastra pelo corpo afetando vários órgãos). Ela estava internada no Hospital Unimed Rio, na Barra da Tijuca, desde 8 de agosto.

Antes dessa internação, no início de julho, Rogéria foi  internada na clínica Pinheiro Machado, em Laranjeiras, por conta de uma infecção generalizada. Uma convulsão havia piorado seu estado de saúde.

O enterro da artista ocorre na quarta (6/9), na cidade de Cantagalo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, onde ela nasceu. De 13h às 18h, será aberto ao público. 

 

DIVINA DIVA

Com uma formação multifacetada -- que vai de maquiadora à cantora, passando por atriz, vedete e jurada -- Rogéria enfrentou o preconceito ao se assumir travesti. Durante a ditadura, não se dobrou aos estereótipos e lutou para consagrar-se artista. Consegiu.

Parte de sua história é contada no filme Divinas Divas, documentário dirigido por Leandra Leal. Lá, Rogéria e suas amigas, também pioneiras do travestismo, falam sobre a carreira e contam um pouco de como era os tempos em que faziam shows no Teatro Rival. O espaço, histórico, era dirigido pelo avó de Leandra, Américo Leal.

 

 

 

Participou de novelas, como: "Viva a Noite", "Tieta", "A Grande Família", "Sai de Baixo" e "Malhação". Também foi juradas nos programas de Chacrinha e Luciano Huck. Na lista de filmes que fez, estão: "O Homem que Comprou o Mundo" (1968), "Gugu, o Bom de Cama" (1979) e "Copacabana" (2001).

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