Morre Thomas Cohn, galerista que revelou a Geração 80

Morreu na segunda (5), aos 83 anos, o galerista e colecionador de arte alemão Thomas Cohn, que teve atuação importante durante a retomada da pintura no cenário das artes nos anos 1980.

Seu corpo foi cremado nesta terça-feira (6), em cerimônia fechada para poucos familiares e amigos, seguindo seu próprio pedido, conforme veiculado pela Folha de S. Paulo.

 

(Créditos: Reprodução)

 

Nascido em Beuthen, cidade fronteiriça entre Alemanha e Polônia, estabeleceu-se no Uruguai, fugindo do exército nazista com sua mãe e primos, aos 8 anos. Em 1962, mudou-se para o Rio de Janeiro.

Foi em 1983 que decidiu, enfim, abrir a Galeria Thomas Cohn, dando privilégio ao trabalho de pintores. O espaço ganhou relevância por apostar em artistas ainda sem proeminência, mas que despontavam como uma renovação geracional em um momento de abertura política.

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Tratava-se da Geração 80, com a qual ganharam projeção artistas como Daniel Senise, Luiz Zerbini, Beatriz Milhazes, Leda Catunda e Leonilson. Esses dois últimos eram representados por Cohn antes da mostra "Geração 80", realizada por Marcus Lontra, Paulo Roberto Leal e Sandra Magger, em 1984, no Parque Lage.

Nos anos 1990, Cohn trocou o Rio por São Paulo, onde reabriu sua galeria. Senise, representado por ele desse período até 2001, diz que Cohn se destacava pela independência de pensamento e pelo olhar atento a cenários de fora do país. "Era um homem do mundo", resume.

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