Fotógrafa gaúcha imprime imagens em folhas de plantas

(Créditos: Tuane Eggers)

 

Em 2017, a fotógrafa gaúcha Tuane Eggers, 27, se lançou em um aventura: imprimir imagens em folhas de planta. O procedimento antigo e pouco complexo, conta, depende basicamente do sol.

“Você imprime a foto bem contrastada em uma lâmina. Depois, coloca ela em cima da folha de árvore e deixa o sol fazer o trabalho. Às vezes, demora horas, às vezes, dias”, explica.

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A série curiosa, denominada Tudo foi feito pelo Sol, reúne elementos importantes do trabalho da gaúcha: tom experimental e apreço pela natureza e universo onírico.

 

Série "Tudo foi feito pelo sol" (Créditos: Tuane Eggers)

 

Série "Tudo foi feito pelo sol"  (Créditos: Tuane Eggers)

 

Os trabalhos solares de Tuane estarão à venda na Feira Plana, realizada de 17 a 19 de março no Pavilhão da Bienal, no estande da fotógrafa. Lá, ela também comercializa fotos em suportes “tradicionais” e o fotolivro “Impermanência”.

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Depois do evento, se concentra em um novo projeto, a produção de um livro com fotos de uma viagem que fez pela Argetina, Peru e Bolívia entre 2016 e 2017.

 

TRAJETÓRIA E TÉCNICAS

Autorretrato de Tuane Eggers na série "Inversões de mim" (Créditos: Reprodução/ site da artista)

 

A relação da fotógrafa com a imagem começou na adolescência, quando apoderou-se da câmera do irmão. O clima em que a experiência se desenvolvia à  época era de brincadeira. “Fazia  autorretratos no quintal de casa”, relembra.

Com o passar dos anos, no entanto, o interesse amadureceu. Os esforços autodidatas, por fim, culminaram com o desenvolvimento de uma pesquisa coesa pautada na já referida relação entre sonhos e paisagens.

 

Série "Emanações do Existir " (Créditos: Tuane Eggers)

 

Sobre a sobreposição, técnica que expressa com maior ênfase o realismo fantástico de suas fotografias, ela afirma: “É algo muito interessante para explorar a imagem. Tem relação também com a minha transição para o analógico. Há três ou quatro anos, deixei o digital.”

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Ainda sobre esse aspecto, acrescenta:  “Gosto muito também de investigar texturas. E a sobreposição é uma forma mais sensorial de explorar a imagem. Consigo, por meio dela, mesclar coisas mais distantes com detalhes. Causa uma sensação diferente para quem observa”./f

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