MASP e Instituto Tomie Ohtake realizam mostra em conjunto

No dia 28 de junho abre a mais recente exposição Histórias Afro Atlânticas, uma parceria entre Museu de Arte de São Paulo - MASP e Instituto Tomie Ohtake, que segue até dia 21 de outubro.

Trata-se de um desdobramento da exposição Histórias Mestiças, realizada em 2014, no Instituto Tomie Ohtake, por Adriano Pedrosa e Lilia Schwarcz, que também assinam a curadoria desta nova mostra, junto com Ayrson Heráclito e Hélio Menezes, curadores convidados, e Tomás Toledo, curador assistente. 

 

                                                                      (Crédito:Reprodução/Adenor Gondim)

 

Ao longo de todo o ano de 2018, o MASP dedica seu programa de exposições e atividades às histórias e narrativas afro-atlânticas. 

Essas histórias não se referem apenas ao período da escravidão, em que populações africanas foram retiradas à força de seu continente para serem escravizadas nas colônias europeias nas Américas e no Caribe, mas fala, sobretudo, dos “fluxos e refluxos”, usando a famosa expressão de Pierre Verger, entre esses povos atlânticos, desde o século 16 até a contemporaneidade. 

O ciclo teve início em março, e já apresentou Imagens do Aleijadinho, Maria Auxiliadora da Silva: vida cotidiana, pintura e resistência e Emanoel Araujo, a ancestralidade dos símbolos: África-Brasil

No segundo semestre, exibe individuais de Lucia Laguna, Melvin Edwards, Pedro Figari, Rubem Valentim e Sonia Gomes.

 

(Crédito: Reprodução/Rubem Valentim)

 

A exposição articula-se em torno de núcleos temáticos, alguns dos quais presentes em Histórias Mestiças. 

No MASP estão presentes os núcleos Mapas e margens, Vida cotidiana, Festas e religiões, Retratos, Modernismos afro-atlânticos, Rotas e transes: África, Jamaica, Bahia; e no Instituto Tomie Ohtake estão Emancipações, Ativismos e resistências. 

Em cada núcleo, friccionam-se diferentes movimentos artísticos, geografias, temporalidades e materialidades, sem compromisso cronológico, enciclopédico ou mesmo retrospectivo. 

Histórias afro-atlânticas busca, assim, oferecer um panorama das múltiplas histórias possíveis acerca das trocas bilaterais – culturais, simbólicas, artísticas, etc. – representadas em imagens vindas da África, da Europa, das Américas e do Caribe. 

 

(Crédito:Reprodução/Lucia Laguna)

 

A exposição não segue um ordenamento cronológico ou geográfico, sendo dividida em oito núcleos temáticos que tencionam diferentes temporalidades, territórios e suportes, nas duas instituições que coorganizam o projeto. 

O MASP fica aberto de terça a domingo, das 10h às 18h. Às quintas, o fechamento é as 20h. Os ingressos custam R$30 com meia-entrada de R$15. Já o Instituto Tomie Ohtake funciona de terça a domingo, das 11h às 20h e a entrada é gratuita.

 

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