Como fazer uma bienal?

            Obra da série "Voto!", produzida por Ana Lira em 2012 e exposta na Bienal de São Paulo em 2014

 

Hoje (8/5), o Instituto de Cultura Contemrporânea (ICCo) lançou o livro Making Biennials in Contemporary Times – essays from the World Biennial Forum Nº2 na 56ª edição da Bienal de Veneza. Os ensaios da publicação foram produzidos a partir dos encontros do evento, realizado em 2014, no Brasil, paralelamente à Bienal de Artes de São Paulo.

Em entrevista ao site O Beijo, Daniel Rangel, diretor artístico do ICCo falou sobre a forma como os textos estão organizados na publicação e a decisão de não imprimí-la e disponibilizá-la no site das instituições envolvidas na sua construção. Veja abaixo a entrevista com Daniel. 

 

Site O Beijo - Daniel, como surgiu a ideia da publicação?

Daniel Rangel:. A ideia do livro nasceu na mesma época em que a gente pensou o Fórum das Bienais. A publicação é uma forma de ampliar a discussão e ampliar a vida útil do evento. 

Site O Beijo - Por quê vocês optaram pela versão digital?

Daniel Rangel:. Quando a gente pensou no lançamento aqui em Veneza, começamos a pensar na impressão e no envio. Considerando que estamos em um mundo contemporâneo, achamos que o melhor formato seria um livro digital. 

Pensando em bibliotecas, disponibilizamos dois arquivos para que as pessoas, caso queiram, possam imprimir. Um deles é para impressão simples, em casa. O outro é para gráfica rápida. Com capa dura e miolo colorido. Ambas versões são gratuitas. 

Site O Beijo - Como o livro está organizado?

Daniel Rangel:. O livro não é simplesmente um catálogo do Fórum. Ele foi pensado a partir dos conteúdos, mas tem outra estruturação. Dois ensaios - um que escrevi e outros feitos pelos editores - abrem a publicação. Depois, é dividido em três capítulos grandes. O primeiro chama-se História. O segundo, Geografia. E o terceiro, Efeitos.

Em História, falamos sobre a trajetória das bienais e sua relação com a história da arte e também abordamos o tema de acervos.  Em  Geografia, discutimos o efeito global e regional das mostras.  Por fim, em Efeitos, temos ensaios mais conclusivos. Eles são complementares aos outros dois capítulos e tentam analisar o contexto atual.

Comentários
Escola Entrópica no Instituto Tomie Ohtake Museu de Arte Moderna de São Paulo