Com art-truck, Jorge Luiz Fonseca ganha Prêmio Pipa 2017

Jorge Luiz Fonseca (Créditos: Divulgação)

 

Se Maomé não vai até o museu, o museu vai até Maomé? Se depender do artista mineiro Jorge Luiz Fonseca e de sua criação, o FIOTIM – Museu em Movimento, sim. O projeto de museu itinerante foi idealizado por Fonseca para circular em caravana por todo o Brasil, aproximando a arte contemporânea da cultura popular.

Se depender do público, o museu também irá até eles, porque o FIOTIM recebeu o Prêmio PIPA 2017, um dos mais relevantes nas artes visuais no país, obtendo a maior votação do público – e de lavada.

O artista ganhou com cerca de 4.000 votos, levando o prêmio principal de R$10 mil. Ele desbancando a artista até então preferida na votação, Musa Michelle Mattiuzi que ficou em segundo lugar com cerca de 3 mil votos.

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(Créditos: Divulgação)

 

"O FIOTIM agrega várias ações: exposição, performances, oficinas de arte, ações educativas, residências artísticas, promoção de artistas locais, formação de público e descentralização da arte e da cultura"

 

(Créditos: Divulgação)

Inspirado nas feiras de arte e nos food trucks, José Luiz Fonseca conta para O Beijo como surgiu a ideia do museu itinerante, “O FIOTIM surgiu de um desejo antigo de levar o meu trabalho para rua. Minha pesquisa artística, que já tem mais de 20 anos, sempre se alimentou da rua. Por isso pra mim é natural esse desdobramento, essa relação mais próxima e mais intensa com as pessoas. Criar um pequeno museu itinerante inspirado num mega museu - o Inhotim - é ao mesmo tempo divertido e provoca várias reflexões a respeito de conceitos que regem o sistema de arte”.

Dentro dos art-trucks, o visitante é transportado para o universo do Instituto Inhotim, com miniaturas dos pavilhões desenvolvidos por artistas como Helio Oiticica e Tunga.

Para Jorge, as releituras possibilitam que o visitante tenha a oportunidade de se familiarizar com o museu, além de se divertir em um parque de diversões ambulante, desenhado pelo próprio, permitindo que tanto do adultos quanto crianças se relacionem com a arte.

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Quanto ao prêmio de R$10.000, seu destino é certo: será revertido em mais investimentos para o FIOTIM. "Ao longo desses 5 anos, desde que iniciei a produção deste trabalho, quase tudo que ganho é investido nele. Meu desejo é que ele fique cada vez mais bonito, interessante e envolvente. Quero levá-lo a muito mais cidades, em todos os cantos do Brasil e contemplar outros milhares de pessoas" conta Jorge que percorreu o Vale do Rio São Francisco, da nascente em Minas até a foz em Alagoas com o projeto.

Agora, Jorge busca parceiros ou patrocinadores que queiram empreender o projeto com ele, “Quero consolidar esse trabalho como uma proposta dinâmica e inovadora nas áreas da Arte e da Educação”, completa o artista.

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