Bienal de Artes divulga tema e artistas

Jochen  Volz, curador da 32ª Bienal de São Paulo (Créditos: Divulgação)

 

"Incerteza Viva", este é o tema da 32ª Bienal de São Paulo que será realizada em setembro de 2016. O anúncio foi feito por Jochen Volz, curador da exposição, Júlia Rebouças, co-curadora, e Luiz Terepins, presidente da Fundação Bienal, na manhã de terça (8/12), em coletiva de imprensa, no pavilhão Ciccilio Matarazzo, no Parque Ibirapuera.

Na ocasião, também foram divulgados 54 artistas que integrarão a mostra (veja a lista completa). Ao todo, a Bienal contará com 90 participantes. São, em sua maioria, nativos do século 20, nascidos a partir dos anos 70. A seleção do elenco brasileiro chama atenção pela mistura de gerações, Gilvan Samico (1928 – 2013) divide espaço com Bené Fonteles (1953) e Barbára Wagner (1980).

Segundo Volz, o tema de 2016 é elástico e permite contradições e polifonias. Expressa a vontade da mostra em transpor o prédio projetado por Oscar Niemeyer e refletir sobre as atuais condições de vida e estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher ou habitar incerteza.

 

Divino Tserewahú, um dos realizadores indígenas do projeto Vídeo nas Aldeias (Créditos: Overmundo)

 

Dentre os campos de tensão privilegiados pela equipe curatorial, estão: ecologia, narrativas, cosmologia e educação. No eixo de cosmologia, destaca-se a participação do coletivo Vídeo nas Aldeias. Criado em 1987, o projeto promove oficinas e realiza vídeos em que grupos indígenas se auto-representam.  

“A questão indígena é um assunto muito delicado. Estamos sempre nos perguntando como falar disso. Buscamos quebrar esse passivo histórico da invisibilidade”, Júlia Rebouças

Outra proposta extra-muros da Bienal de Volz é a utilização do jardim do pavilhão. A área externa será usada como uma extensão da mostra e receberá projetos artísticos comissionados. “É preciso se aproximar do parque”, assinala o curador, “ele é o centro de recriação e lazer mais articulado da cidade”.

Segundo Luis Terepins, o valor gasto na próxima edição da mostra, incluindo a exposição e as itinerâncias, é de 29 milhões de reais. O valor representa um aumento de 17% no orçamento do evento. Em 2013, o curador Charles Esche e sua equipe tiveram, a seu dispor, 24 milhões.  

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