Universos paralelos e o amor em "Constelações"

A peça Constelações, de Nick Payne, une física quântica e amor, com uma trama fictícia aliada a teoria de universos paralelos.

O dramaturgo revelou para o jornal The Telegraph que escreveu Constelações como uma maneira de dramatizar um dilema pessoal: o impulso de lembrar de seu pai, falecido em 2010, contra a necessidade de esquecê-lo.

A obra retrata o relacionamento entre Marianne, que é física quântica, e Roland, um apicultor, interpretados por Marília Gabriela e Caco Ciocler, no Sesc Santana, de sexta a domingo, até o dia 19 de março. A peça então, será apresentada no Tucarena até 7 de abril.

 

Marília Gabriela e Caco Ciocler no cenário de "Constelações" (Créditos: Divulgação)

 

Sem traduções no Brasil, a obra do jovem dramaturgo foi adaptada pela primeira vez em 2012, no Royal Court Theatre, com Sally Hawkins e Rafe Spall no elenco e Michael Longhurst na direção. Em 2015, a peça estreou na Broadway, em produção bem menos intimista, estrelada, desta vez, pelos atores Ruth Wilson e Jake Gyllenhaal.

"Acho que é uma peça movida pela saudade. Sabe aquela coisa que a nossa necessidade de consolo é impossível de ser satisfeita? Ele [Nick Payne] tentou se consolar fazendo essa peça. É uma peça romântica, mas sob o prisma da física quântica", afirmou Ulysses Cruz, diretor da montagem brasileira da peça, em entrevista a Folha de S. Paulo.

A montagem brasileira ainda conta com uma plataforma espelhada suspensa a quase um metro do palco, onde as ações acontecem, de modo que o cenário de Verônica Valle representa um lugar indefinido no Cosmos.

 

Marília Gabriela e Ulisses Cruz (Créditos: Divulgação)

 

  • Sesc Santana - Avenida Luiz Dumont Villares,, - , São Paulo
    + Ver mapa
  • 10/02/2017 a 19/03/2017
  • Sexta e Sábado: 21h / Domingo: 18h
  • R$ 40
  • Classificação: 12 anos
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