Peça utiliza empatia como forma de resistência

(Créditos: Rafael Ianne)

 

Em um consultório, o encontro de uma mulher e uma médica se torna o disparador da revelação de situações limite. Suas memórias emergem, trazendo à tona relações familiares e desejos de liberdade frente às regras de uma sociedade patriarcal.

“Nosso tempo é áspero, duro, “asfáltico” diz Erica Montanheiro, diretora da peça Vocês que me habitam. "Querem nos obrigar a fechar fronteiras, levantar muros e não querer atravessar para ver o outro. Querem nos conduzir a negar a empatia".

 

(Créditos: Rafael Ianne)

 

O espetáculo utiliza-se de elementos do Melodrama para criar uma dramaturgia cênica capaz de prender o interesse do espectador sobre a narrativa, enquanto o texto passeia por campos poéticos e por uma ordem não-cronológica dos acontecimentos, fragmentos de memória e um plano de reconstituição dos fatos da vida de uma mulher. 

 

Vocês que me habitam pretende convocar um outro tempo. Um tempo capaz de dar a possibilidade de nos vermos, ouvirmos e lermos essas pequenas histórias de mulheres que instauram um tempo da delicadeza – um lugar que agora talvez não exista, mas que insistimos - enquanto ato político - em fazer emergir.

  • Oficina Cultural Oswald de Andrade - Rua Três Rios , 363 - Bom Retiro, São Paulo
    (11) 3222-2662 / (11) 3221-4704
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  • 13/11/2017 a 20/12/2017
  • Segunda a quarta: 20h.
  • Entrada Gratuita.
  • Classificação: 16 anos.
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