Iemanjá e Maria se encontram em espetáculo sobre a mulher

(Créditos: Divulgação)

 

Dois ícones religiosos, Maria e Iemanjá, surgem no palco para discutirem o papel da mulher na sociedade, abordando questões como preconceito, repressão e violência. Na poesia do Grupo Quilombo, Pejí Ti Iyámí - Altar de minha mãe combina dança, teatro e música num espetáculo construído coletivamente e baseado nas experiências de cada uma das atrizes. A obra fica em cartaz no Teatro Leopoldo Fróes, de 7 de outubro a 20 de novembro, no esquema pague quanto puder.

"Fui criado em uma família ecumênica e de muitas mulheres. Esse olhar feminino para a religião sempre esteve por perto e me chamou atenção. Sempre prestei atenção na força e representação das figuras femininas religiosas. O que tratamos aqui são as diferenças que existem entre as figuras de Maria e Iemanjá, não só no religioso, mas no social", explica o diretor, Vinicius Alves.

A partir de uma pesquisa de dois anos, o grupo mostra que tanto no Candomblé, quanto no catolicismo, existem papeis atribuídos exclusivamente aos homens e o trabalho pretende romper com essas tradições. Dividido em três partes, ele revela as diversas facetas e mitos por trás da história de Iemanjá e Maria, resultando num encontro entre elas e as mulheres dos dias de hoje.

  • Teatro Leopoldo Fróes - Rua Antônio Bandeira, 114 - Santo Amaro, São Paulo
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  • 07/10/2016 a 20/11/2016
  • Sextas e sábados: 20h. Domingos: 19h.
  • O espectador decide o quanto quer pagar ao final da apresentação.
  • Classificação: 14 anos.
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