"Cheguei aqui na paz. Não roubei e nem virei escravo de playboy"

Cripta Djan (Créditos: Fábio Vieira/ Foto Rua)

 

Depois de expor em Nova York, o pichador paulista Djan Cripta celebra 20 anos de transgressão em uma exposição no escritório de arte Humanar. A mostra individual, intitulada Em Nome do Pixo, conta com telas, fotos, recortes de jornais e vídeo.

"Cheguei aqui pelo caminho da paz. Não roubei e nem virei escravo de playboy. É como o Eduardo do Facção Central fala, a periferia está chegando. Sou um dos representantes desse conhecimento periférico", afirma o pichador.

 

(Créditos: Fábio Vieira/ Foto Rua)

 

(Créditos: Fábio Vieira/ Foto Rua)

 

(Créditos: Fábio Vieira/ Foto Rua)

 

Os trabalhos de Djan estão dispostos em dois ambientes. No térreo, é possível ver telas com inscrições em tinta acrílica, "é muito trabalhoso fazer isso, levei um mês em cada", e placas com pastilhas de azulejo, "nestas, usei spray, foi bem mais fácil, também interessa trabalhar com esse suporte".

(Créditos: Fábio Vieira/ Foto Rua)

No andar superior do escritório, o visitante pode ver fotografias de rolês de pichação e um vídeo. Neste, está documentado o quiprocó entre o artista e o curador da Bienal de Berlim,  o artista Artur Zmijewski, em 2012. 

Os processos judiciais que Djan responde também são exibidos na exposição. Os documentos funcionam como um gatilho para discussão sobre a forma como a prática é recebida em diferentes circuitos.

Se o mercado de arte começa a flertar com a pixo e a reconhecer, por fetiche ou não, diferentes formas de apreensão e decodificação do mundo, o sistema judiciário continua a criminalizar e agredir praticantes. 

Em Nome do Pixo fica aberta de 29 de outubro até 27 de novembro. A visitação ocorre aos sábados e domingos, das 11h30 às 18h30. 

 

(Créditos: Fábio Vieira/ Foto Rua)

 

  • Humanar Escritório de Arte - Rua Brigadeiro Galvão, 996 - Bara Funda, São Paulo
    30473047398
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  • 29/10/2016 a 27/11/2016
  • Sábado e domingo: 11h às 18h30.
  • Entrada gratuita.
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