"Carmen" disassocia o romantismo da violência de gênero

(Créditos: Divulgação / Ronaldo Gutierrez)

 

Está em cartaz no Teatro Aliança Francesa, até o dia 20 de agosto, o espetáculo Carmen.

Trata-se de uma história contada e recontada nas mais variadas formas e gêneros. Carmen surgiu como romance em 1845 e já foi filme, ópera e novela nas mãos de grandes mestres.

Para Nelson Baskerville, diretor da montagem, a pergunta recorrente que todos se fazem é: por que fazê-la? “Para mim, porque pessoas continuam morrendo por isso e precisamos recontar a história até que não sobre nenhuma gota de dor”.

Na atual encenação elementos clássicos, como a dança flamenca, os costumes ciganos e a tauromaquia, são resignificados ao som de guitarras distorcidas, microfones e coreografias para que não reste dúvida de que se repetem as histórias tristes de amor e paixões destruidoras.

 

(Créditos: Divulgação / Ronaldo Gutierrez)

 

“O ponto de vista que nos interessa é o de Carmen, a mulher assassinada, dentro de uma sociedade que pouco mudou de comportamento ao longo dos séculos, que aceitou brandamente crimes famosos cometidos contra mulheres como os de Doca Street, Lindomar Castilho e mais recentemente de Bruno, o goleiro. O homem pode. A mulher não. Nessa encenação Carmen morre não porque seu comportamento justifique qualquer tipo de punição, mas porque José é um homem, como tanto outros, doente como a sociedade que o criou”, completa o diretor.

 

(Créditos: Divulgação / Ronaldo Gutierrez)

 

  • Teatro Aliança Francesa São Paulo - Rua General Jardim, 182 - Vila Buarque, São Paulo
    1130175699398
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  • 30/06/2017 a 20/08/2017
  • Sexta e sábado: 20h30. Domingo: 19h.
  • R$ 50.
  • Classificação: 12 anos.
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