Soneto larmoyante

15 setembro 2017

Soneto larmoyante

 

Deita os teus íntimos assombros
nos suspiros cansados d’meu peito
retira a languidez dos escombros
acende os ímpetos no amor refeito.
 
Deita os teus ínfimos tormentos
na palidez fervorosa d’meu leito
regressa às flores dos rebentos
que outrora velamos o amor eleito.
 
Adormece no mar dos meus olhos
acalma-te nesse mistério imenso
onde tua imagem reluz sentimento.
 
Que bebamos o veneno dos ópios
o langor dos corpos moribundos
e morramos nos desejos fecundos.

 

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