Poema retrato

15 agosto 2017

Poema retrato


Que belo tom as rosas uniram
uma azul, a outra, felicidade
vindas do jardim de Monet, anteviram
valsas de pássaros em ode à saudade.

O sol, em sua luz, mergulha no infinito
ilumina no retrato o céu do mundo
ostenta sorriso tácito em verso erudito
e revela morte do tempo no fugaz segundo.

O vento leva os fios sem rumo
a mão que executa a arte – chora!
a poesia confronta o lírio a fundo
mas a primavera com as rosas acorda.

De perto, puro impressionismo – realista
digno dos pincéis e aquarelas de Courbet
o retrato reluz o sonho olvido e futurista
de uma rosa nos cabelos de uma mulher.

 

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